Conectivos e relações de sentido

Os conectivos que ligam as ideias e a relação que cada um expressa, como oposição, concessão, causa, conclusão e condição, e como trocar um sem mudar o sentido.

Autor: Lumen Edu Leitura: 14 min Atualizado em: 2026-09
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Objetivos da aula

  • Reconhecer a relação de sentido que cada conectivo cria entre duas ideias.
  • Distinguir oposição de concessão, e causa de consequência.
  • Trocar um conectivo por outro sem mudar o sentido da frase.

O que um conectivo faz

Um texto é feito de ideias que se relacionam: uma explica a outra, uma contraria a outra, uma é condição para que a outra aconteça. O conectivo é a palavra ou expressão que liga essas ideias e mostra ao leitor qual é a relação entre elas. Veja o que acontece quando os mesmos dois fatos são ligados por conectivos diferentes:

Estudou muito e passou.

Estudou muito, por isso passou.

Estudou muito, mas não passou.

Na primeira frase, o “e” apenas soma os dois fatos: a pessoa estudou e também passou, sem que o texto diga se uma coisa levou à outra. Na segunda, o “por isso” apresenta a aprovação como resultado do estudo. Na terceira, o “mas” mostra que o resultado contrariou o que se esperava, já que quem estuda muito costuma passar. Os fatos não mudaram. Mudou o que o texto diz sobre a ligação entre eles.

Na gramática, os conectivos pertencem a classes diferentes: há conjunções (mas, porque, embora), locuções (no entanto, já que, a fim de) e algumas preposições e advérbios (para, apesar de, portanto). Na prova de leitura, o nome da classe quase nunca é cobrado. O que se cobra é a relação que o conectivo estabelece, e é por ela que esta aula se organiza.

Adição e oposição

2.1 Adição

Na adição, a segunda ideia se soma à primeira e segue na mesma direção. Os conectivos mais comuns são e, nem, também, além disso, ainda e o par não só… mas também.

A biblioteca ampliou o horário e passou a emprestar notebooks.

Dois detalhes caem com frequência. O primeiro é que nem já quer dizer “e não”, então “e nem” repete a ideia na maior parte dos casos; o melhor é escrever “não leu o livro nem viu o filme”. O segundo é o par não só… mas também: apesar do “mas”, ele não expressa oposição, e sim soma. Em “não só estudou, mas também revisou a matéria”, a pessoa fez as duas coisas.

2.2 Oposição

Na oposição, a segunda ideia vai contra a primeira, ou contraria uma expectativa que a primeira criou no leitor. Os conectivos são mas, porém, contudo, todavia, no entanto e entretanto.

O aplicativo é gratuito, mas coleta muitos dados do usuário.

Quem lê “o aplicativo é gratuito” tende a achar que ele é vantajoso. O “mas” introduz uma informação que vai no sentido contrário e obriga o leitor a rever essa impressão.

Esses conectivos não ocupam as mesmas posições na frase. O mas fica sempre no começo da oração que ele introduz. Os outros podem mudar de lugar, desde que fiquem entre vírgulas: “O plano era bom; faltou, porém, dinheiro” está correto, e “faltou, mas, dinheiro” não está.

2.3 Exemplo resolvido

Qual das duas frases recomenda a compra do aparelho?

(a) O aparelho é caro, mas dura muitos anos.

(b) O aparelho dura muitos anos, mas é caro.

A frase (a). Na oposição, prevalece o argumento que vem depois do conectivo, porque é com ele que o leitor fica. Em (a), o preço alto aparece primeiro e é superado pela durabilidade, e a conclusão sugerida é que a compra vale a pena. Em (b), acontece o inverso: a durabilidade é reconhecida, mas o preço tem a última palavra, e a conclusão sugerida é que talvez não valha. As duas frases trazem exatamente as mesmas informações. Só a ordem define a posição do autor.

Concessão: o obstáculo que não impediu

A concessão é parente próxima da oposição. Nela, o autor admite um fato que poderia impedir outro e mostra que esse impedimento não aconteceu. Os conectivos são embora, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que e conquanto.

Para entender a diferença, compare duas frases que contam a mesma história:

Choveu, mas o jogo aconteceu.

Embora tenha chovido, o jogo aconteceu.

Nas duas havia um obstáculo, a chuva, e mesmo assim o jogo aconteceu. A diferença está na construção. O mas fica antes do resultado, que é o jogo ter acontecido. O embora fica antes do obstáculo, que é a chuva. Por isso, trocar um pelo outro exige reorganizar a frase, e não só substituir a palavra.

A concessão também interfere no verbo. Embora, ainda que e mesmo que pedem o verbo no subjuntivo: “embora tenha chovido”, “ainda que chova”. Apesar de pede um substantivo ou um verbo no infinitivo: “apesar da chuva”, “apesar de ter chovido”. Escrever “embora choveu” é erro de norma, e esse erro aparece com frequência em alternativas de reescrita.

Onde se erra

Quem troca mas por embora sem mudar a posição do conectivo acaba escrevendo “Choveu, embora o jogo tenha acontecido”. A frase fica gramaticalmente correta, mas passa a dizer outra coisa: agora o fato surpreendente é a chuva, que teria caído apesar do jogo. O embora acompanha sempre o obstáculo, aquilo que poderia ter impedido o outro fato e não impediu.

3.1 Exemplo resolvido

Reescreva “O ingresso era caro, mas o show lotou” com embora e depois com apesar de.

Primeiro, identifique as duas partes. O obstáculo é o preço, que poderia ter afastado o público; o resultado é a lotação. O conectivo concessivo vai junto do obstáculo, e o verbo se ajusta a ele:

Embora o ingresso fosse caro, o show lotou.

Apesar do preço alto do ingresso, o show lotou.

Com embora, “era” virou “fosse”, que é o subjuntivo. Com apesar de, a primeira parte virou um substantivo, “o preço alto”.

Causa, consequência e conclusão

Essas três relações tratam da ligação entre dois fatos vista de ângulos diferentes. A causa é o motivo de algo ter acontecido. A consequência é o resultado provocado por esse motivo. A conclusão é uma dedução que o autor faz a partir do que disse antes, e por isso é muito usada em texto argumentativo.

4.1 Causa

Os conectivos de causa são porque, pois, já que, visto que, uma vez que e como.

O jogo foi adiado porque o gramado estava alagado.

Para reconhecer a causa, pergunte “por quê?”. Por que o jogo foi adiado? Porque o gramado estava alagado. A resposta a essa pergunta é a causa. O como só tem valor de causa quando abre a frase: “Como o gramado estava alagado, o jogo foi adiado.”

4.2 Consequência

Os conectivos de consequência são tão… que, tanto… que, de modo que e de forma que.

Choveu tanto que o gramado alagou.

Nas construções com tão e tanto, a primeira parte indica a intensidade e a segunda mostra o que essa intensidade provocou. A chuva foi forte o suficiente para alagar o gramado.

4.3 Conclusão

Os conectivos de conclusão são portanto, logo, por isso, assim, então e por conseguinte.

O motor do carro ainda está quente; portanto, ele foi usado há pouco tempo.

A diferença entre consequência e conclusão está em quem liga os fatos. Na consequência, um fato provoca o outro: a chuva alagou o gramado. Na conclusão, o autor raciocina a partir de uma informação: o motor quente não fez o carro ser usado, mas permite deduzir que ele foi.

Dois conectivos têm mais de um valor e confundem muita gente. Logo indica conclusão em “Choveu; logo, o jogo foi adiado”, mas indica tempo em “logo depois do almoço”. O pois indica causa quando vem antes da justificativa, como em “Saiu cedo, pois tinha prova”, e indica conclusão quando aparece depois do verbo, entre vírgulas, como em “Tinha prova; saiu, pois, cedo”.

4.4 Exemplo resolvido

Reescreva “O ônibus quebrou porque estava sem manutenção” usando por isso.

Porque introduz a causa, e por isso introduz o efeito. Então a causa, que estava no fim, passa para a frente:

O ônibus estava sem manutenção; por isso, quebrou.

O erro típico é manter a ordem e só trocar o conectivo: “O ônibus quebrou; por isso, estava sem manutenção”. Essa frase diz que a quebra provocou a falta de manutenção, o que inverte a relação.

Condição e finalidade

5.1 Condição

Na condição, uma ideia depende de uma hipótese para se realizar. Os conectivos são se, caso, desde que, contanto que e a menos que.

Se chover, o jogo será adiado.

O verbo muda conforme o conectivo. Se pede o futuro do subjuntivo (“se chover”), e caso pede o presente do subjuntivo (“caso chova”). “Caso chover” mistura as duas formas e está fora da norma. Já a menos que expressa uma condição negativa: “o jogo acontece, a menos que chova” quer dizer “o jogo acontece se não chover”.

O desde que tem dois usos. Em “você pode usar o laboratório desde que agende antes”, ele indica condição, porque o uso depende do agendamento. Em “desde que mudou de cidade, não voltou mais aqui”, ele indica tempo, com o sentido de “a partir do momento em que”.

5.2 Finalidade

Na finalidade, uma ideia é o objetivo da outra. Os conectivos são para, para que, a fim de e a fim de que.

A escola abriu aos sábados para que os alunos pudessem usar o laboratório.

Para que pede o verbo no subjuntivo, como em “pudessem”. Preste atenção também à grafia: a fim de, separado, indica finalidade, e afim, junto, quer dizer “semelhante”, como em “áreas afins”.

5.3 Exemplo resolvido

Qual é a relação em cada frase?

(a) Leve o documento, caso a portaria peça.

(b) Levou o documento para que a portaria liberasse a entrada.

Em (a), a relação é de condição: a portaria talvez peça o documento, e ele deve ser levado por causa dessa possibilidade. Em (b), a relação é de finalidade: liberar a entrada é o objetivo de quem levou o documento. Para separar as duas, pergunte se a ideia introduzida pelo conectivo é uma hipótese ou um objetivo.

Outras relações que aparecem nas provas

As relações vistas até aqui são as mais cobradas, mas há outras que aparecem em questões de substituição. A de tempo situa um fato em relação a outro. A de comparação aproxima dois elementos. A de conformidade indica que algo está de acordo com uma fonte ou uma regra. A de proporção mostra duas coisas que variam juntas. E a de alternância apresenta fatos que se revezam ou se excluem.

RelaçãoConectivosExemplo
Tempoquando, enquanto, assim que, depois queAssim que a prova começou, a luz acabou.
Comparaçãocomo, assim como, mais… do queEle fala como o pai falava.
Conformidadeconforme, segundo, comoConforme o edital, a inscrição vai até sexta.
Proporçãoà medida que, quanto mais… maisÀ medida que a cidade cresce, o trânsito piora.
Alternânciaou… ou, ora… oraOra chove, ora faz sol.

Repare que o como aparece em três relações diferentes: causa, comparação e conformidade. Quando ele vem destacado numa questão, teste a substituição. Se couber “porque”, é causa; se couber “assim como”, é comparação; se couber “conforme”, é conformidade.

Como trocar um conectivo sem mudar o sentido

As questões de substituição pedem que você troque um conectivo por outro sem alterar o sentido, ou que identifique qual troca mantém o sentido. O caminho mais seguro tem três passos. Primeiro, diga com suas palavras qual é a relação entre as ideias, algo como “isto aconteceu apesar daquilo” ou “isto é o motivo daquilo”. Depois, escolha um conectivo que expresse essa mesma relação. Por fim, confira se o resto da frase precisa de ajuste, porque alguns conectivos exigem outro modo verbal ou outra ordem das orações.

RelaçãoConectivosExemplo
Adiçãoe, nem, além disso, não só… mas tambémLeu o livro e viu o filme.
Oposiçãomas, porém, contudo, no entantoLeu o livro, mas não viu o filme.
Concessãoembora, ainda que, apesar deEmbora tenha lido o livro, não viu o filme.
Causaporque, já que, visto que, comoViu o filme porque gostou do livro.
Consequênciatão… que, tanto… que, de modo queGostou tanto do livro que viu o filme.
Conclusãoportanto, logo, por issoLeu o livro; portanto, conhece a história.
Condiçãose, caso, desde queVerá o filme se terminar o livro.
Finalidadepara, para que, a fim deLeu o livro para entender o filme.

Como a alternativa errada engana

As alternativas erradas costumam usar três truques. O mais comum é oferecer um conectivo de outra relação que soa parecido, como portanto no lugar de porque, o que inverte causa e efeito. Outro é trocar mas por embora sem mudar o conectivo de lugar. O terceiro é acertar o conectivo e errar o verbo, como em “embora choveu”, quando a norma pede “embora tenha chovido”.

7.1 Exemplo resolvido

Em “O candidato é jovem; no entanto, tem experiência”, qual conectivo pode substituir no entanto sem nenhuma outra mudança na frase: portanto, contudo, porque ou embora?

Comece pela relação. Dizer que o candidato é jovem cria a expectativa de que ele tenha pouca experiência, e a segunda parte quebra essa expectativa. A relação é de oposição, e contudo é um conectivo de oposição. Portanto diria que a experiência é uma consequência da juventude, e porque diria que ele é jovem por ter experiência. O embora até expressa a ideia, mas exige reescrever a frase: “Embora seja jovem, tem experiência.” A resposta é contudo.

Fora da prova, é o conectivo que mostra ao leitor para onde o texto está indo. Na redação do Enem, a competência 4 avalia justamente essa articulação entre as ideias, e o conectivo usado com a relação errada tira pontos nela.

Exercícios

  1. Que relação o conectivo estabelece em “A inscrição termina hoje; portanto, não deixe para amanhã.”?

  2. Que relação o conectivo estabelece em “Embora o museu seja gratuito, recebe poucos visitantes.”? Explique.

  3. Em “Ele leu não só o livro, mas também as críticas.”, que relação o mas expressa?

  4. Complete com um conectivo de causa: “A estrada foi interditada ___ uma árvore caiu na pista.”

  5. Classifique o pois em cada frase: (a) “Levou casaco, pois fazia frio.” (b) “Fazia frio; levou, pois, o casaco.”

  6. Explique a diferença de sentido de desde que nas frases: (a) “Desde que entrou no cursinho, dorme menos.” (b) “Você pode usar o laboratório desde que agende antes.”

  7. Classifique o como em cada frase: (a) “Como estava cansado, dormiu cedo.” (b) “Ela canta como a mãe cantava.” (c) “Como previa o regulamento, a prova foi anulada.”

  8. Corrija de acordo com a norma padrão: “Caso você precisar de ajuda, procure a secretaria.”

  9. Reescreva com embora, mantendo o sentido: “O time jogou mal, mas venceu.”

  10. Reescreva com por isso, mantendo o sentido: “O açude secou porque não chove há oito meses.”

  11. Reescreva com apesar de, mantendo o sentido: “Os ingressos acabaram, mas metade das cadeiras do estádio ficou vazia.”

  12. Em “Os preços subiram; no entanto, as vendas cresceram.”, qual substituição de no entanto mantém o sentido? (a) por isso (b) todavia (c) visto que (d) de modo que. Justifique a eliminação das outras.

  13. A frase “A empresa lucrou como nunca; portanto, demitiu metade dos funcionários.” causa estranheza. Por quê? Que relação o leitor esperaria, e com que conectivo?

  14. Una as frases num parágrafo, com conectivos que deixem claras as relações entre elas: “O bairro ganhou uma estação de metrô. Os aluguéis subiram. Muitos moradores antigos tiveram de se mudar. A prefeitura criou um programa de moradia. O programa atende poucas famílias.”

Ver gabarito
  1. Conclusão. “Não deixe para amanhã” é o que se deduz do fato de a inscrição terminar hoje. Logo ou por isso poderiam ocupar o mesmo lugar.

  2. Concessão. Ser gratuito seria um motivo para o museu receber muitos visitantes, mas esse fato não impede o resultado contrário. O verbo no subjuntivo, “seja”, acompanha o embora, como a norma exige.

  3. Adição. No par não só… mas também, o mas soma: ele leu o livro e, além do livro, as críticas. Não há contraste entre as duas partes.

  4. porque, já que, visto que, uma vez que ou pois. A queda da árvore é o motivo da interdição. O como não cabe no meio da frase; para usá-lo, seria preciso reescrever: “Como uma árvore caiu na pista, a estrada foi interditada.”

  5. (a) Causa: o pois vem antes da justificativa, e a frase diz que a pessoa levou casaco porque fazia frio. (b) Conclusão: o pois aparece depois do verbo, entre vírgulas, e equivale a portanto.

  6. (a) Tempo, com o sentido de “a partir do momento em que entrou”. (b) Condição, com o sentido de “contanto que agende”, porque o uso do laboratório depende do agendamento. Para conferir, substitua: em (a) cabe “a partir de quando”, e em (b) cabe “se”.

  7. (a) Causa: o como abre a frase e pode ser trocado por “já que”. (b) Comparação: cabe “assim como” no lugar. (c) Conformidade: cabe “conforme” no lugar, porque a anulação seguiu o que o regulamento previa.

  8. “Caso você precise de ajuda, procure a secretaria.” Outra opção: “Se você precisar de ajuda, procure a secretaria.” Caso pede o presente do subjuntivo, e se pede o futuro do subjuntivo.

  9. Embora tenha jogado mal, o time venceu.” O embora vai junto do obstáculo, jogar mal, e não do resultado, vencer, e pede o verbo no subjuntivo. A versão “O time jogou mal, embora tenha vencido” inverte o sentido, porque passa a tratar a vitória como o obstáculo.

  10. Não chove há oito meses; por isso, o açude secou.Porque introduz a causa, e por isso introduz o efeito. A causa, a falta de chuva, passa então para o início da frase.

  11. Apesar de os ingressos terem acabado, metade das cadeiras do estádio ficou vazia.” Ingressos esgotados deveriam significar estádio cheio, então esse é o obstáculo, e apesar de vai junto dele, com o verbo no infinitivo. Na norma padrão, a preposição não se junta ao artigo do sujeito de um infinitivo: escreve-se “apesar de os ingressos terem acabado”, e não “apesar dos ingressos terem acabado”.

  12. (b) todavia, que também expressa oposição. As outras mudam a relação. Por isso é conclusão e diria que as vendas cresceram por causa da alta de preços. Visto que é causa e diria que os preços subiram porque as vendas cresceram. De modo que é consequência e apresentaria o crescimento das vendas como resultado da alta. Só (b) mantém a quebra de expectativa.

  13. Um lucro alto costuma afastar a ideia de demissão, mas portanto apresenta as demissões como consequência lógica do lucro. O leitor esperaria uma relação de oposição ou de concessão: “A empresa lucrou como nunca; mesmo assim, demitiu metade dos funcionários”, ou “no entanto, demitiu”. O portanto só se sustentaria se o texto explicasse por que o lucro levaria às demissões.

  14. Uma resposta possível: “Como o bairro ganhou uma estação de metrô, os aluguéis subiram, de modo que muitos moradores antigos tiveram de se mudar. Para enfrentar o problema, a prefeitura criou um programa de moradia; no entanto, a iniciativa atende poucas famílias.” O como indica causa, porque a estação fez os aluguéis subirem. O de modo que indica consequência, porque a alta obrigou os moradores a se mudarem. O para indica finalidade, o objetivo do programa. O no entanto indica oposição, porque se esperava que o programa resolvesse o problema, e ele atende pouca gente. Vale outra escolha de conectivos, desde que expresse as mesmas relações.

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