Polinômios

Grau, raízes e operações com polinômios, divisão, o teorema do resto e o dispositivo de Briot-Ruffini.

Autor: Rafael Souza Leitura: 16 min Atualizado em: 2026-09
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Objetivos da aula

  • Identificar grau, coeficientes e valor numérico de um polinômio.
  • Reconhecer quando dois polinômios são idênticos e quando um é nulo.
  • Encontrar raízes e usar as relações de Girard.
  • Dividir polinômios por Briot-Ruffini e achar o resto sem fazer a divisão.

Forma geral de um polinômio

Um polinômio na variável x é uma soma de termos em que x aparece elevado a expoentes inteiros não negativos, cada um multiplicado por um número.

P(x) = anxn + an−1xn−1 + … + a1x + a0

  • n — o grau do polinômio: o maior expoente com coeficiente diferente de zero;
  • an, …, a0 — os coeficientes, com an ≠ 0;
  • an — o coeficiente líder, o que acompanha o termo de maior grau;
  • a0 — o termo independente, o que não tem x.

Em P(x) = 2x3 − 4x2 + 3x − 5, o grau é 3, o coeficiente líder é 2, o termo independente é −5 e os coeficientes são 2, −4, 3 e −5.

Repare na exigência an ≠ 0: ela é o que torna o grau bem definido. Em questões que trazem um parâmetro no coeficiente líder, é justamente aí que mora a pergunta — se aquele coeficiente zerar, o grau cai.

Valor numérico

O valor numérico de P(x) em x = a é o número P(a) que se obtém substituindo x por a e fazendo as contas.

Duas substituições valem por várias questões de prova:

Dois atalhos que caem sempre

  • A soma dos coeficientes de P(x) é P(1) — porque substituir x = 1 faz toda potência de x virar 1, sobrando só a soma dos coeficientes.
  • O termo independente é P(0) — substituir x = 0 zera todos os termos que têm x.

Por exemplo, a soma dos coeficientes de P(x) = (6x2 − 4x + 1)2 não exige expandir nada: basta calcular P(1) = (6 − 4 + 1)2 = 32 = 9.

Polinômios idênticos e polinômio nulo

Dois polinômios são idênticos quando têm exatamente os mesmos coeficientes em cada grau. Não basta parecerem iguais: os coeficientes correspondentes precisam ser iguais um a um.

É disso que sai o método para questões com incógnitas nos coeficientes: escreva os dois polinômios, iguale coeficiente a coeficiente e resolva o sistema.

Um polinômio é identicamente nulo quando P(x) = 0 para todo x. Isso acontece se, e somente se, todos os seus coeficientes forem zero.

3.1 Exemplo resolvido

Determine a, b, c, d e e para que P(x) = (a+7)x4bx3cx2 − (d+2)x + e − 6 seja identicamente nulo.

Cada coeficiente tem que zerar:

  • a + 7 = 0 ⟹ a = −7
  • b = 0 ⟹ b = 0
  • c = 0 ⟹ c = 0
  • −(d + 2) = 0 ⟹ d = −2
  • e − 6 = 0 ⟹ e = 6

Raízes

Uma raiz de P(x) é um valor de x que anula o polinômio, ou seja, para o qual P(x) = 0.

Em P(x) = x2 − 5x + 6, o número 2 é raiz porque P(2) = 4 − 10 + 6 = 0. O número 3 também é.

O Teorema Fundamental da Álgebra garante que um polinômio de grau n ≥ 1 tem exatamente n raízes no conjunto dos números complexos, contadas com suas multiplicidades. E daí sai a forma fatorada:

P(x) = an(x − r1)(x − r2) … (x − rn)

Onde r1, …, rn são as raízes e an é o coeficiente líder — que não pode ser esquecido.

4.1 Multiplicidade

Uma raiz r é n-upla (dupla, tripla…) quando o fator (xr) aparece n vezes na fatoração. Em P(x) = (x − 2)3(x + 1), a raiz 2 é tripla e a raiz −1 é simples — o polinômio tem grau 4 e, contando multiplicidades, 4 raízes.

4.2 Raízes complexas vêm em pares

Se um polinômio tem coeficientes reais e o número complexo z = a + bi é raiz dele, então o conjugado abi também é raiz.

Consequência prática: raízes não reais sempre aparecem em número par. Um polinômio de grau ímpar com coeficientes reais tem, obrigatoriamente, pelo menos uma raiz real.

Como encontrar as raízes

5.1 Grau 2: Bhaskara

Para ax2 + bx + c = 0:

x = (−b ± √Δ) ÷ 2a, com Δ = b2 − 4ac

Exemplo. P(x) = 2x2 − 4x − 6.

Δ = (−4)2 − 4 · 2 · (−6) = 16 + 48 = 64

x = (4 ± 8) ÷ 4 ⟹ x = 3 ou x = −1

5.2 Equações biquadradas

Numa equação da forma ax4 + bx2 + c = 0, a substituição y = x2 transforma o problema numa equação do segundo grau.

Exemplo. x4 − 5x2 + 6 = 0. Com y = x2:

y2 − 5y + 6 = 0 ⟹ y = 3 ou y = 2

Voltando para x: de x2 = 3 vêm ±√3, e de x2 = 2 vêm ±√2. São quatro raízes, como o grau 4 exigia — não pare no y.

5.3 Grau maior que 2: achar uma raiz e baixar o grau

Não existe fórmula prática para grau alto. A estratégia é encontrar uma raiz (testando divisores do termo independente), dividir o polinômio por (xr) e resolver o que sobrou.

Exemplo. P(x) = x3 − 6x2 + 11x − 6. Testando x = 1: 1 − 6 + 11 − 6 = 0, então 1 é raiz. Dividindo por (x − 1) sobra x2 − 5x + 6, cujas raízes são 2 e 3. A fatoração completa é (x − 1)(x − 2)(x − 3).

Relações de Girard

As relações de Girard ligam as raízes aos coeficientes — sem precisar calcular as raízes. Para um polinômio de grau n com raízes r1, …, rn:

r1 + r2 + … + rn = − an−1 ÷ an

r1r2 + r1r3 + … = an−2 ÷ an

r1r2 … rn = (−1)n · a0 ÷ an

Os sinais alternam: soma com menos, soma dos produtos dois a dois com mais, três a três com menos, e assim por diante.

No caso mais cobrado, o do grau 2 (ax2 + bx + c), isso vira soma = −b/a e produto = c/a.

6.1 Exemplo resolvido

Para P(x) = x3 − 6x2 + 11x − 6, temos a3 = 1, a2 = −6, a1 = 11 e a0 = −6:

  • soma das raízes = −(−6) ÷ 1 = 6
  • soma dos produtos dois a dois = 11 ÷ 1 = 11
  • produto das raízes = (−1)3 · (−6) ÷ 1 = 6

As raízes são 1, 2 e 3: de fato 1 + 2 + 3 = 6, 1·2 + 2·3 + 3·1 = 11 e 1·2·3 = 6.

Divisão de polinômios

Dividir P(x) por D(x) é achar um quociente Q(x) e um resto R(x) tais que:

P(x) = D(x) · Q(x) + R(x)

com o grau de R(x) menor que o grau de D(x). Dividindo por um binômio de grau 1, o resto é sempre uma constante; dividindo por um polinômio de grau 2, o resto tem a forma ax + b.

Quando o resto é zero, dizemos que P(x) é divisível por D(x).

7.1 Dispositivo de Briot-Ruffini

Para dividir por um binômio da forma xr, o dispositivo de Briot-Ruffini substitui a divisão longa por uma linha de contas. Ele funciona para qualquer r — não é preciso que r seja raiz; se for, o resto simplesmente dá zero.

  1. Escreva os coeficientes de P(x) em ordem decrescente de grau, sem pular nenhum — grau que não aparece entra como coeficiente 0.
  2. Ponha r à esquerda.
  3. Baixe o primeiro coeficiente.
  4. Multiplique o número que você acabou de escrever por r, some ao próximo coeficiente, e escreva o resultado. Repita até o fim.
  5. O último número é o resto; os anteriores são os coeficientes do quociente, que tem um grau a menos.

Dividindo x3 − 6x2 + 11x − 6 por x − 1, com r = 1:

r = 11−611−6
resultado1−560 (resto)

Cada casa: baixa o 1; 1·1 + (−6) = −5; (−5)·1 + 11 = 6; 6·1 + (−6) = 0. O quociente é x2 − 5x + 6 e o resto é 0, confirmando que

x3 − 6x2 + 11x − 6 = (x − 1)(x2 − 5x + 6)

7.2 Dividindo por ax + b

Briot-Ruffini pede um binômio da forma xr. Para dividir por algo como 2x − 1, coloque o coeficiente em evidência: 2x − 1 = 2(x − ½).

Divida por (x − ½) normalmente. O resto é o mesmo; o quociente obtido precisa ser dividido por 2 no fim, porque você dividiu por (x − ½) em vez de 2(x − ½).

Teorema do resto

Este é o resultado que economiza mais tempo em prova:

Teorema do resto

O resto da divisão de P(x) por (xr) é P(r).

A demonstração cabe em uma linha. Dividindo por um binômio de grau 1, o resto é uma constante R, então P(x) = (xr) · Q(x) + R. Fazendo x = r, o primeiro termo zera e sobra P(r) = R.

Ou seja: para achar o resto, não divida — substitua.

Dele decorre o teorema de D'Alembert: P(x) é divisível por (xr) se, e somente se, P(r) = 0 — isto é, se r for raiz.

8.1 Exemplo resolvido

Qual o resto da divisão de P(x) = x3 − 5x2 − 9x + 8 por x + 3?

Cuidado com o sinal: x + 3 é x − (−3), então r = −3.

P(−3) = (−3)3 − 5(−3)2 − 9(−3) + 8 = −27 − 45 + 27 + 8 = −37

8.2 Resto na divisão por um polinômio de grau 2

Quando o divisor tem grau 2, o resto tem a forma ax + b. Se o divisor fatora em duas raízes distintas — por exemplo x2 + x − 2 = (x − 1)(x + 2) — escreva

P(x) = (x − 1)(x + 2) · Q(x) + ax + b

e substitua x = 1 e x = −2. Os dois valores P(1) e P(−2) dão um sistema de duas equações em a e b.

Operações com polinômios

Adição e subtração — some ou subtraia os coeficientes dos termos de mesmo grau:

(2x3 + 3x2) + (x3 − 2x2) = 3x3 + x2

Multiplicação — distribua cada termo de um sobre cada termo do outro:

(x + 2)(x − 3) = x2 − 3x + 2x − 6 = x2 − x − 6

Uma consequência útil: o grau do produto é a soma dos graus. Multiplicar um polinômio de grau 3 por um de grau 2 dá sempre grau 5.

Técnica: polinômios auxiliares

Esta é uma ideia para questões que dão o valor de P(x) em vários pontos e pedem o polinômio, ou o seu valor em outro ponto.

A jogada é construir um polinômio auxiliar que tenha raízes nesses pontos, porque raízes conhecidas dão fatoração conhecida.

10.1 Exemplo resolvido

Um polinômio P(x) de grau 3, com coeficiente líder 1, satisfaz P(1) = 1, P(2) = 2 e P(3) = 3. Determine P(x).

Os valores não são zeros, então P não tem raízes conhecidas. Mas defina:

Q(x) = P(x) − x

Agora Q(1) = 1 − 1 = 0, Q(2) = 0 e Q(3) = 0. O auxiliar Q tem três raízes conhecidas, e continua com grau 3 e coeficiente líder 1 (subtrair x não mexe no termo de grau 3). Logo:

Q(x) = (x − 1)(x − 2)(x − 3) = x3 − 6x2 + 11x − 6

E, voltando:

P(x) = Q(x) + x = x3 − 6x2 + 12x − 6

Conferindo: P(1) = 1 − 6 + 12 − 6 = 1. Confere.

Exercícios

  1. Uma empresa de tecnologia espera que o número de vendas V(x), em milhares de unidades, ao longo do tempo x em meses, siga V(x) = −2x2 + 12x − 16. Determine em que mês a empresa atinge o pico de vendas e em que mês as vendas cessam.

  2. Calcule o valor numérico do polinômio P(x) = 2x4x3 − 3x2 + x + 5 para x = i.

  3. Dado P(x) = x3 + kx2 − 2x + 5, determine k sabendo que P(2) = P(0).

  4. Determine a soma dos coeficientes do polinômio P(x) = (6x2 − 4x + 1)2.

  5. Determine o grau do polinômio P(x) = (a − 1)x3 + (a + 1)x2ax + a, discutindo em função de a.

  6. Encontre as raízes de P(x) = x3 − 7x + 6 e escreva a sua forma fatorada.

  7. Determine a, b, c e d para que sejam idênticos os polinômios P(x) = (a + 2)x3 + (b − 1)x2 + cx + 3 e Q(x) = ax2 + 2xd + 1.

  8. Divida P(x) = x4 − 8x3 + 22x2 − 24x + 8 por x − 2 utilizando o dispositivo de Briot-Ruffini.

  9. Determine o resto da divisão de P(x) = x3 − 5x2 − 9x + 8 por x + 3.

  10. Determine as condições sobre a e b para que o polinômio x4 + ax3 + bx2 + 8x + 4 seja um quadrado perfeito.

  11. Dado P(x) = xn + xn−1 + … + x + 1, com n inteiro positivo, calcule a soma dos coeficientes de P(x).

  12. Discuta o grau do polinômio P(x) = (m − 4)x3 + (m2 − 16)x2 + (m + 4)x + 4 em função do parâmetro m.

  13. Determine o valor de p para que o polinômio 2x3 + 5x2px + 2 seja divisível por x − 2.

  14. Obtenha o quociente e o resto da divisão de P(x) = 2x4 − 3x3 − 2x2 + 6x − 3 por 2x − 1.

  15. Determine a, b, c, d e e para que o polinômio P(x) = (a + 7)x4bx3cx2 − (d + 2)x + e − 6 seja identicamente nulo.

  16. Determine o resto da divisão de P(x) = x100 + 2x99 − 3x3 + 2x + 5 por x2 + x − 2.

  17. Determine o resto da divisão de P(x) = x4 − 2x3 + 3x2x + 1 por x − i.

  18. Um climatologista usa o polinômio P(x) = x3 − 5x + 4 para prever temperaturas médias anuais. Encontre as suas raízes.

  19. Um físico analisa o movimento de uma partícula num campo de força, chegando ao polinômio P(x) = x5 − 5x3 + 4x. Encontre as raízes, que correspondem aos pontos de equilíbrio.

Ver gabarito
  1. As vendas cessam quando V(x) = 0:

    Δ = 122 − 4(−2)(−16) = 144 − 128 = 16, logo x = (−12 ± 4) ÷ (−4).

    As raízes são x = 2 e x = 4.

    A parábola tem concavidade para baixo, e o vértice fica no ponto médio das raízes: x = (2 + 4) ÷ 2 = 3. O pico de vendas é no mês 3.

    Das duas raízes, o mês 2 é quando as vendas começam; as vendas cessam no mês 4.

  2. Lembrando que i2 = −1, i3 = −i e i4 = 1:

    P(i) = 2(1) − (−i) − 3(−1) + i + 5 = 2 + i + 3 + i + 5 = 10 + 2i

  3. P(2) = 8 + 4k − 4 + 5 = 9 + 4k e P(0) = 5.

    9 + 4k = 5 ⟹ 4k = −4 ⟹ k = −1

  4. A soma dos coeficientes é P(1) — não é preciso expandir:

    P(1) = (6 − 4 + 1)2 = 32 = 9

    Conferindo pela expansão: 36x4 − 48x3 + 28x2 − 8x + 1, e 36 − 48 + 28 − 8 + 1 = 9.

  5. O grau é 3 sempre que o coeficiente líder não zerar, ou seja, para a ≠ 1.

    Se a = 1, o termo em x3 desaparece e sobra 2x2x + 1: o grau cai para 2.

  6. Testando x = 1: 1 − 7 + 6 = 0, então 1 é raiz.

    Dividindo por (x − 1) sobra x2 + x − 6, que fatora em (x + 3)(x − 2).

    P(x) = (x − 1)(x − 2)(x + 3), com raízes x = 1, 2 e −3.

  7. Igualando os coeficientes de mesmo grau:

    • x3: a + 2 = 0 ⟹ a = −2
    • x2: b − 1 = a = −2 ⟹ b = −1
    • x: c = 2
    • constante: 3 = −d + 1 ⟹ d = −2

    a = −2, b = −1, c = 2, d = −2

  8. Briot-Ruffini com r = 2 sobre os coeficientes 1, −8, 22, −24, 8:

    r = 21−822−248
    resultado1−610−40

    Quociente x3 − 6x2 + 10x − 4, resto 0.

  9. Pelo teorema do resto, com x + 3 = x − (−3), o resto é P(−3):

    P(−3) = −27 − 45 + 27 + 8 = −37

  10. Se é quadrado perfeito, então é o quadrado de um polinômio do segundo grau: (x2 + px + q)2 = x4 + 2px3 + (p2 + 2q)x2 + 2pqx + q2.

    Comparando: q2 = 4 e 2pq = 8.

    Com q = 2: p = 2, logo a = 2p = 4 e b = p2 + 2q = 8.

    Com q = −2: p = −2, logo a = −4 e b = 0.

    Há duas soluções: a = 4 e b = 8, ou a = −4 e b = 0.

    Conferindo a primeira: (x2 + 2x + 2)2 = x4 + 4x3 + 8x2 + 8x + 4.

  11. A soma dos coeficientes é P(1). Substituindo, cada potência vira 1:

    P(1) = 1 + 1 + … + 1. Como os expoentes vão de n até 0, são n + 1 parcelas.

  12. Se m ≠ 4, o coeficiente de x3 não zera e o grau é 3.

    Se m = 4, zeram tanto m − 4 quanto m2 − 16, e sobra 8x + 4: o grau é 1.

  13. Divisível por x − 2 significa P(2) = 0:

    16 + 20 − 2p + 2 = 0 ⟹ 2p = 38 ⟹ p = 19

  14. Escreva 2x − 1 = 2(x − ½) e aplique Briot-Ruffini com r = ½ sobre 2, −3, −2, 6, −3:

    r = ½2−3−26−3
    resultado2−2−39/2−3/4

    Isso é a divisão por (x − ½). Como o divisor pedido é 2(x − ½), o quociente precisa ser dividido por 2; o resto não muda.

    Quociente x3x2 − (3/2)x + 9/4, resto −3/4.

  15. Identicamente nulo exige que todo coeficiente seja zero:

    a = −7, b = 0, c = 0, d = −2, e = 6

  16. O divisor fatora: x2 + x − 2 = (x − 1)(x + 2). O resto tem grau menor que 2, então é ax + b.

    De P(x) = (x − 1)(x + 2)Q(x) + ax + b, substituindo as raízes do divisor:

    P(1) = 1 + 2 − 3 + 2 + 5 = 7, logo a + b = 7.

    P(−2) = 2100 − 2100 + 24 − 4 + 5 = 25, logo −2a + b = 25.

    Subtraindo: 3a = −18 ⟹ a = −6, e b = 13.

    R(x) = −6x + 13

  17. Pelo teorema do resto, o resto é P(i):

    P(i) = 1 − 2(−i) + 3(−1) − i + 1 = 1 + 2i − 3 − i + 1 = −1 + i

  18. Testando x = 1: 1 − 5 + 4 = 0, então 1 é raiz.

    Dividindo por (x − 1) — atenção ao coeficiente 0 do termo em x2, que não pode ser pulado — sobra x2 + x − 4.

    Δ = 1 + 16 = 17, logo x = (−1 ± √17) ÷ 2.

    As raízes são x = 1 e x = (−1 ± √17) ÷ 2, duas delas irracionais.

  19. Coloque x em evidência: P(x) = x(x4 − 5x2 + 4). Já se vê que x = 0 é raiz.

    Para o resto, substitua y = x2:

    y2 − 5y + 4 = 0, com Δ = 25 − 16 = 9, dando y = 4 e y = 1.

    Voltando: x2 = 4 dá ±2, e x2 = 1 dá ±1.

    As cinco raízes são x = 0, ±1 e ±2 — o grau 5 pedia exatamente cinco.

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