Aplicação para Graduação
Como funciona a candidatura para faculdades americanas, quanto custa, quem dá bolsa e por onde começar — um resumo, com os detalhes em cada tópico.
As quatro páginas que explicam o processo
O Processo
Avaliação holística, Common App, redações, prazos e o que realmente pesa na decisão.
Bolsas e Financiamento
Quem paga a conta de um estudante estrangeiro, quão difícil é conseguir e quais bolsas famosas não valem para graduação.
Estrutura do Sistema
Tipos de faculdade, créditos, major e minor, estágios e o que acontece depois de formado.
Transferência
De uma faculdade brasileira ou de um community college americano — e por que os dois caminhos são diferentes.
Candidatar-se a uma faculdade nos Estados Unidos não se parece com prestar vestibular. Não há prova única, não há nota de corte e a decisão é tomada por pessoas lendo sua candidatura inteira. Esta seção explica como esse processo funciona para quem mora no Brasil — e quanto ele custa, de dinheiro e de tempo.
O essencial, em cinco pontos
- A avaliação é do conjunto. Notas, redações, atividades, cartas de recomendação e o contexto em que você estudou entram juntos na decisão. Nenhuma nota garante vaga, e nenhuma nota sozinha elimina você.
- Você se candidata a várias faculdades de uma vez. Uma plataforma única, o Common App, atende mais de 1.200 instituições. Você preenche uma vez e envia para todas.
- O calendário é antecipado. Para começar a faculdade em agosto, você se candidata entre outubro e janeiro do ano anterior — ou seja, durante o terceiro ano do ensino médio, não depois dele.
- O preço de tabela é alto, mas quase ninguém paga o preço de tabela. Uma universidade privada de ponta cobra entre US$ 95 mil e US$ 100 mil por ano — e algumas dão bolsa de estudo integral para estrangeiro, cobrindo mensalidade, moradia e comida. São poucas faculdades, e são muito disputadas, mas elas existem e você pode se candidatar a elas.
- Boa parte do que se lê em português não vale para você. Faixas de renda, isenções de taxa e bolsas famosas costumam ser escritas para estudantes americanos. Conferir isso caso a caso é a habilidade mais útil do processo inteiro.
A régua, antes de tudo
- Se sua família consegue pagar boa parte do custo, entrar é difícil — comparável a um vestibular muito concorrido.
- Se você precisa que a faculdade pague quase tudo, é bem mais difícil: as vagas com dinheiro para estrangeiro são poucas, e você concorre com o mundo inteiro por elas.
- Impossível não é. Todo ano entram alunos que não podem pagar um centavo. O que separa quem consegue de quem não consegue raramente é talento — é informação, tempo de preparo e uma lista de faculdades bem montada.
Por onde começar
Se você está no primeiro ou segundo ano do ensino médio: concentre-se nas notas, comece o inglês a sério e conheça o UWC, uma rede de colégios de ensino médio no exterior que abre caminho para uma das maiores bolsas de graduação do mundo. É a decisão de maior impacto que se toma cedo, e ela expira quando você termina o colégio.
Se você está no penúltimo ou no último ano: o que rende mais agora é estudar para o SAT, procurar o escritório do EducationUSA mais próximo (são mais de 40 no Brasil, e a orientação é gratuita) e inscrever-se nos programas gratuitos de preparação, que têm prazo uma vez por ano.
Em qualquer dos casos, o passo seguinte é montar uma lista de faculdades com níveis diferentes de dificuldade — e não dez faculdades igualmente improváveis.
Pondo em prática
As cinco páginas com datas, preços, documentos e planilha
Provas
SAT, ACT, provas de inglês e AP: o que cada uma é, quanto custa, quando e onde fazer no Brasil.
Calendário
Como o ano letivo brasileiro se encaixa no ciclo americano, mês a mês — e se você ainda está no prazo deste ciclo.
Quanto custa
Quanto custa apenas se candidatar, quanto custa o visto e quanto custa de fato estudar.
Aplicando do Brasil
Documentos, traduções, quem assina o que na sua escola e onde conseguir ajuda gratuita.
Planilha de universidades
Centenas de universidades com custo, seletividade e que tipo de auxílio dão a internacionais.
E, fora da graduação: o visto de estudante (o mesmo F-1 vale para quem vai fazer graduação, pós ou community college), a pós-graduação e outros destinos, para quem quer comparar com Portugal, Alemanha, Itália ou Canadá antes de decidir.