Aplicação para Graduação

Como funciona a candidatura para faculdades americanas, quanto custa, quem dá bolsa e por onde começar — um resumo, com os detalhes em cada tópico.

Nunca leu nada sobre o assunto? O resumo do processo inteiro está logo abaixo

Candidatar-se a uma faculdade nos Estados Unidos não se parece com prestar vestibular. Não há prova única, não há nota de corte e a decisão é tomada por pessoas lendo sua candidatura inteira. Esta seção explica como esse processo funciona para quem mora no Brasil — e quanto ele custa, de dinheiro e de tempo.

O essencial, em cinco pontos

  1. A avaliação é do conjunto. Notas, redações, atividades, cartas de recomendação e o contexto em que você estudou entram juntos na decisão. Nenhuma nota garante vaga, e nenhuma nota sozinha elimina você.
  2. Você se candidata a várias faculdades de uma vez. Uma plataforma única, o Common App, atende mais de 1.200 instituições. Você preenche uma vez e envia para todas.
  3. O calendário é antecipado. Para começar a faculdade em agosto, você se candidata entre outubro e janeiro do ano anterior — ou seja, durante o terceiro ano do ensino médio, não depois dele.
  4. O preço de tabela é alto, mas quase ninguém paga o preço de tabela. Uma universidade privada de ponta cobra entre US$ 95 mil e US$ 100 mil por ano — e algumas dão bolsa de estudo integral para estrangeiro, cobrindo mensalidade, moradia e comida. São poucas faculdades, e são muito disputadas, mas elas existem e você pode se candidatar a elas.
  5. Boa parte do que se lê em português não vale para você. Faixas de renda, isenções de taxa e bolsas famosas costumam ser escritas para estudantes americanos. Conferir isso caso a caso é a habilidade mais útil do processo inteiro.

A régua, antes de tudo

  • Se sua família consegue pagar boa parte do custo, entrar é difícil — comparável a um vestibular muito concorrido.
  • Se você precisa que a faculdade pague quase tudo, é bem mais difícil: as vagas com dinheiro para estrangeiro são poucas, e você concorre com o mundo inteiro por elas.
  • Impossível não é. Todo ano entram alunos que não podem pagar um centavo. O que separa quem consegue de quem não consegue raramente é talento — é informação, tempo de preparo e uma lista de faculdades bem montada.

Por onde começar

Se você está no primeiro ou segundo ano do ensino médio: concentre-se nas notas, comece o inglês a sério e conheça o UWC, uma rede de colégios de ensino médio no exterior que abre caminho para uma das maiores bolsas de graduação do mundo. É a decisão de maior impacto que se toma cedo, e ela expira quando você termina o colégio.

Se você está no penúltimo ou no último ano: o que rende mais agora é estudar para o SAT, procurar o escritório do EducationUSA mais próximo (são mais de 40 no Brasil, e a orientação é gratuita) e inscrever-se nos programas gratuitos de preparação, que têm prazo uma vez por ano.

Em qualquer dos casos, o passo seguinte é montar uma lista de faculdades com níveis diferentes de dificuldade — e não dez faculdades igualmente improváveis.

Pondo em prática

E, fora da graduação: o visto de estudante (o mesmo F-1 vale para quem vai fazer graduação, pós ou community college), a pós-graduação e outros destinos, para quem quer comparar com Portugal, Alemanha, Itália ou Canadá antes de decidir.

Participe hoje.