Provas: SAT, ACT, inglês e AP

Que provas você precisa fazer, quanto custam, onde fazer no Brasil, quando são as datas e quanto tempo de preparo cada uma pede.

São até três provas diferentes, com calendários, custos e prazos que não conversam entre si — e pelo menos uma delas precisa ser feita bem antes do que a maioria imagina. Esta página reúne o que você precisa decidir e quando.

Valores verificados em setembro de 2026. Taxas de prova são reajustadas todo ano; confira no site oficial antes de se inscrever.

Quais provas você precisa fazer

ProvaPara quêObrigatória?
SAT ou ACTAvaliação acadêmica geralExigida por cerca de 7% das faculdades — mas esses 7% incluem quase todas as mais concorridas
TOEFL, IELTS ou DuolingoProvar que você acompanha aula em inglêsSim, para quem estudou em português
APMostrar domínio numa matéria específicaNão. É opcional e ajuda

Se você só puder fazer uma coisa, faça o SAT

Três motivos, em ordem de importância:

  • Amplia sua lista. Sem SAT, as faculdades que exigem prova saem da sua lista — e são justamente as mais generosas com bolsa integral.
  • É o que mais rende em bolsa de mérito. Nota alta de prova é um dos critérios mais usados para conceder dinheiro por desempenho.
  • É a peça mais recuperável da candidatura. Não há limite de tentativas, e você pode estudar por conta própria com material gratuito. Nota do histórico não dá para refazer; SAT dá.

SAT

Hoje o SAT é digital e adaptativo: você faz num aplicativo chamado Bluebook, e a dificuldade da segunda parte de cada seção depende de como você foi na primeira.

  • Duas seções: Leitura e Escrita (64 minutos) e Matemática (70 minutos), com intervalo. Total de 2h14 e 98 questões.
  • Nota: de 200 a 800 por seção, até 1600 no total.
  • Calculadora liberada em toda a seção de matemática, com uma embutida no próprio aplicativo.
  • Sem limite de tentativas. O College Board recomenda fazer pelo menos duas vezes.
  • Superscore: muitas faculdades combinam sua melhor nota de cada seção, ainda que de datas diferentes. É política de cada faculdade — confira nas suas.

Custo para quem faz no Brasil: US$ 111 (US$ 68 da prova mais US$ 43 de taxa internacional), cerca de R$ 590 com o IOF. Os quatro primeiros envios de nota são gratuitos se você os pedir até nove dias depois da prova — depois disso são US$ 15 cada. Esse detalhe economiza dinheiro de verdade: decida sua lista antes da prova.

Datas de 2026-27

Uma mudança boa: acabou o calendário internacional reduzido. As datas agora são as mesmas para os Estados Unidos e para o resto do mundo.

ProvaPrazo de inscrição
12 de setembro de 202628 de agosto
3 de outubro de 202618 de setembro
7 de novembro de 202623 de outubro
5 de dezembro de 202620 de novembro
6 de março de 202719 de fevereiro
1º de maio de 202716 de abril
5 de junho de 202721 de maio

Onde fazer: em escolas internacionais, bilíngues e centros binacionais autorizados, nas capitais e em algumas cidades médias. Os centros disponíveis mudam a cada data, então a única forma confiável é consultar o buscador oficial no momento da inscrição. Se você mora longe de um centro, inclua no orçamento a viagem — e lembre que o Programa Oportunidades Acadêmicas do EducationUSA cobre transporte e hospedagem para quem se qualifica.

ACT

É a prova concorrente do SAT, aceita pelas mesmas faculdades, sem preferência declarada por nenhuma delas. Mudou em 2025 e, nas datas internacionais, desde fevereiro de 2026:

  • Inglês (35 min), Matemática (50 min) e Leitura (40 min) formam a nota principal;
  • Ciências passou a ser opcional, e Redação continua opcional;
  • nota de 1 a 36.

Custo para quem faz no Brasil: de US$ 188,50 a US$ 223,50, dependendo de fazer ciências e redação — quase o dobro do SAT. Internacionalmente é aplicado em computador, numa rede de centros bem menor que a do SAT no Brasil.

Conclusão prática: o ACT é uma alternativa legítima, e para a maioria dos candidatos brasileiros o SAT é mais barato e mais fácil de agendar. Escolha o ACT se você se dá visivelmente melhor no formato dele, e não por acreditar que ele "vale mais".

Provas de inglês

O TOEFL mudou de escala em janeiro de 2026

Se você leu que o TOEFL vai de 0 a 120 e que "o ideal é tirar 100", isso é a escala antiga. Desde 21 de janeiro de 2026 o TOEFL usa uma escala de 1 a 6, de meio em meio ponto, e a nota geral é a média das quatro seções.

  • 100 na escala antiga ≈ 5,0 na nova
  • 90 ≈ 4,5
  • 80 ≈ 4,0

Até janeiro de 2028 o relatório mostra as duas escalas, então material antigo ainda é utilizável — desde que você saiba de qual delas ele está falando.

  • TOEFL iBT — quatro seções (leitura, escuta, escrita e fala), cerca de 2 horas. Feito em centro autorizado ou em casa, com fiscal remoto. Custa em torno de US$ 280 no Brasil — confirme o valor exato no site da ETS, que varia por país e reajusta.
  • IELTS Academic — nota de 0 a 9, aceito universalmente nos Estados Unidos. Aplicado no Brasil pelo British Council e pela IDP.
  • Duolingo English TestUS$ 70, cerca de uma hora, feito em casa, resultado em dois dias, nota de 10 a 160. Seis das oito universidades da Ivy League aceitam. Deixou de ser alternativa de emergência e hoje é opção legítima — e é a mais barata e a mais acessível de longe. Confirme só se a sua lista de faculdades aceita.
  • Cambridge (C1 Advanced, C2 Proficiency) e PTE Academic — aceitos por parte das universidades, não por todas.

Que nota é suficiente

Regra de bolso: as mais seletivas pedem o equivalente a IELTS 7.0 ou TOEFL 100 na escala antiga (cerca de 5,0 na nova). Universidades de médio porte costumam se satisfazer com 80 a 90 (4,0 a 4,5). Harvard não exige prova de inglês nenhuma.

Isenção

A regra mais comum dispensa quem estudou de dois a três anos numa escola com ensino em inglês. Aluno de escola brasileira regular não se isenta; aluno de escola bilíngue ou internacional frequentemente sim — mas confira faculdade por faculdade, porque a exigência de anos varia.

AP: como fazer no Brasil

O AP (Advanced Placement) é um programa de disciplinas de nível universitário cursadas no ensino médio, com prova ao fim. Não é obrigatório e ninguém é penalizado por estudar numa escola que não oferece. O que ele faz é mostrar domínio numa matéria específica, num histórico que o comitê americano não sabe ler bem.

Você não se inscreve sozinho — e o prazo é em novembro

Esta é a informação que mais pega aluno brasileiro de surpresa. O processo é:

  1. Encontrar uma escola autorizada que aceite candidatos externos, usando o AP Course Ledger do College Board. Nem todas aceitam.
  2. Combinar com ela o valor: a taxa do exame fora dos Estados Unidos é de US$ 129, e a escola pode cobrar uma taxa administrativa por cima.
  3. Receber o código de acesso e se registrar no sistema do College Board.

As provas acontecem sempre em maio — mas o pedido é feito em novembro do ano anterior. Ou seja: para fazer AP em maio de 2027, você precisa estar conversando com uma escola aplicadora agora, em setembro ou outubro de 2026.

Sobre a ideia de que AP permite se formar mais cedo: isso vale em parte das universidades e não vale em outras — Harvard eliminou o crédito de AP para o diploma, mantendo-o só para pular disciplinas introdutórias. Faça AP para fortalecer a candidatura, não para encurtar a faculdade. Mais sobre isso em Estrutura do Sistema.

Quando fazer cada uma

O erro mais comum é deixar tudo para o segundo semestre do terceiro ano, que é exatamente quando chegam as redações, o ENEM e os vestibulares. Um calendário que funciona:

  • Segundo ano, segundo semestre — começar a estudar para o SAT. Material gratuito de qualidade existe, e o ganho por hora estudada é alto no início.
  • Terceiro ano, primeiro semestre — fazer o primeiro SAT. Sobra tempo para repetir.
  • Julho ou agosto — fazer a prova de inglês, e repetir o SAT se quiser melhorar.
  • Setembro e outubro — nada de prova: esse tempo é das redações.
  • Novembro em diante — ENEM e vestibulares, sem conflito.

O calendário completo, com os prazos de candidatura sobrepostos aos brasileiros, está em Calendário.

Como estudar de graça

  • Khan Academy — preparação oficial e gratuita para o SAT, em parceria com o College Board, com simulados adaptativos.
  • Bluebook — o próprio aplicativo da prova traz simulados completos e gratuitos. Fazer pelo menos dois antes da prova real vale mais que qualquer apostila.
  • EducationUSA — oficinas e orientação gratuitas em mais de 40 cidades brasileiras.
  • Para inglês, a melhor preparação é uso real: ler, ouvir e escrever em inglês todo dia, em vez de decorar listas de vocabulário.

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